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Descrição

Keyroga iniciou sua caminhada por volta de final da década de 70/ princípio da década 80. Naquela época como não tinha internet o acesso a informação era difícil, mas já existia um contato em Paris que era o único intercambio internacional e ele quando vinha ao Brasil trazia as informações possível lá de fora”.

Seu nome é VanSant, também regueiro e artista plástico. Naquela época o reggae estava “bombando” na Europa ao contrário do Brasil que com a ditadura militar tornou o país, um campo hostil e infértil ao ritmo jamaicano. Em princípio, a banda na qual deu origem á sua trajetória artística, tinha uma formação bem eclética no tocante a ritmos; e o nome era banda Fenix, nome este advindo de uma ave mitológica originada do Egito, norte da África. Tinha dois lideres: -O primeiro mais voltado para o pop rock e outro mais reggae. Nosso artista foi introduzido naquele grupo através do VanSant que era o “elo” de ligação entre a banda e o cantor. Foi através dele (Van Sant), que se detectou a ausência de um guitarrista na banda Fenix, e então foi negociada a introdução do cantor e compositor, como um novo componente para suprir a falta do antigo guitarrista. Caminharam juntos até meados da década de 80, quando resolveram trocar o nome para banda Kalimba( nome sugerido pelo grande cantor/compositor barranqueiro Markú Ribas, já falecido).

Assim seguiram caminhando naquela estrada até aproximadamente final da década de 80, quando não foi mais possível a convivência e o grupo esfacelou-se. Cada um para seu canto! Esta precoce separação, se revelou em um grande incômodo, pois ele não concordava em parar de tocar reggae e assim optou pela carreira solo. Daí por diante, trabalhou no sentido de resgatar a banda Kalimba e começar a nova caminhada.

No início da década de 90 começou a compor canções: Angola Janga- em homenagem ao movimento negro brasileiro, Espetáculo pirotécnico- inspirado nas trapalhadas políticas do fanfarrão presidente Collor de Melo, Princesa – em parceria com o grande baixista da banda de codinome Brother , e foi por aí! Desta forma, em 1994 já tinha material para o primeiro cd, e assim “entrou pro estúdio de gravação”.

As dificuldades eram grandes, principalmente a financeira e uma saída digna para transpor esse obstáculo foi financiar o processo de gravação através do seu pequeno público: Vendeu muitos cd’s antes mesmo de gravar com a promessa de entrega-los logo que ficassem prontos.

Desta forma, teve momentos de vender em um só dia em torno de trezentos discos, tudo na base do “corpo a corpo”. Independente! Naquele cd, intitulado “Reggae- Keyroga e banda Kalimba, muitas participações especiais houveram, e se destaca aí a presença do vocalista da banda Skank, Samuel Rosa. Desta forma, em 1996 pôde cumprir a promessa feita com seu público: Entregou todos os discos vendidos antecipadamente! Fez o lançamento e ...pé na estrada.

Viajou bastante divulgando o trabalho através de shows e vendendo cd’s de forma independente. Não tínha nem gravadora, nem distribuidora, nem nada! Tínha sim, muita vontade de tocar reggae. Caminharam durante certo tempo pela estrada que leva ao sucesso, mas um tempo depois foi acometido por uma terrível doença (depressão) que acabou com um pouco da utopia, e só foi voltar novamente aos palcos, em início de 1999.

Depois disso a carreira teve “altos e baixos”, tanto que quase assinou contrato com uma gravadora, que rapidamente iniciou o processo de distribuição do seu trabalho, em território brasileiro, antes mesmo da assinatura do contrato. Hoje, tem-se ainda a impressão que a distribuição continua, apesar de não ter concretizado nada com relação àquela parceria comercial. Portanto, se a gravadora continua a prensar e distribuir o cd, este fato não lhe rende nenhum centavo se quer. Nesse intervalo de tempo produziram mais, inclusive alguns “singles”, de forma independente e artesanal. Por isso ficou marcado o seu protagonismo na cena do reggae mineiro como o precursor do reggae em Minas Gerais.

Wilson Keyroga

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