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Aqueles pontos de ferrugem ou o aspecto fosco nos trastes não são apenas um detalhe estético. Eles podem arruinar sua tocabilidade, prejudicar o sustain das notas e até danificar suas cordas. Mas você já se perguntou o que realmente causa esse problema e como resolvê-lo de forma definitiva?
A verdade é que a maioria dos músicos enfrenta a oxidação dos trastes em algum momento. A boa notícia é que, com o conhecimento certo, a prevenção é simples e a solução está ao seu alcance. Nos próximos parágrafos, vamos desvendar os segredos por trás da ferrugem nos trastes e entregar um guia prático para manter seu instrumento impecável.
Para resolver um problema, primeiro precisamos entender sua origem. A ferrugem e a oxidação nos trastes são processos químicos acelerados por três inimigos principais de todo instrumento musical: umidade, suor e resíduos. Entender como eles agem é o primeiro passo para a vitória.
A causa fundamental é a reação do metal dos trastes (geralmente uma liga de níquel e prata, ou aço inoxidável nos modelos mais modernos) com o oxigênio. Essa reação é drasticamente acelerada pela presença de umidade e substâncias ácidas ou salinas.
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1. Umidade do Ar: Deixar o instrumento fora do case, especialmente em regiões litorâneas ou locais com alta umidade relativa, expõe os trastes a um ambiente perfeito para a oxidação. A água presente no ar é um catalisador poderoso para o processo.
2. Suor e Oleosidade dos Dedos: Nosso suor é composto por água, sais minerais e ácidos. Essa combinação é extremamente corrosiva para os metais. Cada vez que você toca, uma pequena camada desses componentes fica depositada sobre os trastes e cordas.
3. Acúmulo de Sujeira: Resíduos de pele, poeira e outras pequenas partículas se acumulam na junção do traste com a escala, criando um ambiente que retém umidade e acelera ainda mais a corrosão.
Como um luthier experiente sempre diz: ‘A manutenção preventiva não é custo, é um investimento na longevidade e na qualidade sonora do seu instrumento’.
Agora que conhecemos os vilões, vamos ao plano de batalha. A prevenção é muito mais fácil e barata do que a correção. Adotar alguns hábitos simples na sua rotina pode manter seus trastes brilhando por anos. Você vai descobrir que a solução está mais perto do que imagina.
Se a oxidação já se instalou, não se desespere. É possível restaurar o brilho dos trastes em casa com as ferramentas e a técnica corretas. O segredo aqui é proteger a madeira da escala a todo custo.
Passo 1: Proteja a Escala do Instrumento
Este é o passo mais importante. Use a fita crepe para isolar completamente a madeira ao redor de cada traste. Cubra toda a escala, deixando apenas a parte metálica dos trastes exposta. Isso evita que a palha de aço arranhe ou danifique a madeira.
Passo 2: O Polimento Cuidadoso
Pegue um pequeno pedaço da palha de aço nº 0000 e esfregue suavemente cada traste. Faça movimentos no sentido do comprimento do traste (não contra o grão da madeira, caso a fita falhe). Você verá a oxidação sair e o brilho metálico retornar rapidamente. Seja paciente e não use força excessiva.
Passo 3: Limpeza Final e Hidratação
Após polir todos os trastes, remova a fita crepe com cuidado. Use uma flanela limpa e levemente úmida para remover qualquer resíduo de metal ou sujeira da escala. Se sua escala for de madeira escura e não envernizada, este é o momento perfeito para aplicar algumas gotas de óleo de limão e espalhar com outra flanela limpa, nutrindo a madeira.
No mundo da manutenção de instrumentos, a desinformação pode ser perigosa. Alguns ‘truques’ populares podem, na verdade, causar danos permanentes ao seu instrumento. Vamos esclarecer alguns pontos.
Ainda tem dúvidas? Reunimos as perguntas mais comuns sobre o assunto para que você se torne um verdadeiro especialista em cuidar do seu instrumento.
Trastes de aço inoxidável são muito mais resistentes à corrosão do que os de níquel/prata. Eles podem oxidar em condições extremas, mas é muito raro. Eles podem ficar sujos, mas não desenvolvem a camada esverdeada ou a ferrugem típica.
Sim. Trastes oxidados ou corroídos criam uma superfície irregular. Isso pode prejudicar o sustain (sustentação da nota), causar trastejamento e afetar a clareza dos bends, já que a corda não desliza suavemente sobre o traste.
Para a maioria dos músicos, um polimento completo como o descrito acima é necessário uma ou duas vezes por ano, ou a cada troca de cordas, se você notar que estão perdendo o brilho. A limpeza com flanela, no entanto, deve ser feita sempre após tocar.
Aqueles pontos esverdeados são um tipo de oxidação conhecido como ‘azinhavre’. É uma reação química comum em ligas metálicas que contêm cobre ou níquel, como a maioria dos trastes. É um sinal claro de que a umidade e o suor estão agindo.
Cuidar dos trastes do seu instrumento vai muito além da estética. É uma questão de performance, som e longevidade. Ao incorporar os hábitos de prevenção na sua rotina e saber como agir quando a oxidação aparece, você garante que sua guitarra, baixo ou violão esteja sempre pronto para o palco, o estúdio ou o ensaio.
Lembre-se: um instrumento bem cuidado responde melhor ao seu toque e inspira você a tocar mais. Agora que você tem o conhecimento, coloque-o em prática. Seus dedos e seus ouvidos agradecerão a cada riff e a cada acorde executado com perfeição em trastes limpos e brilhantes.
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