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Você finalizou sua gravação, a mixagem está soando incrível, mas e agora? Antes de lançar sua música para o mundo, existe um passo fundamental que muitos artistas ignoram: cadastrar suas músicas no ISRC. Este código é o ‘RG’ da sua gravação, essencial para garantir seus direitos e receber seus royalties de forma correta.
Muitos músicos se perdem nesse processo, achando que é burocrático ou caro. A verdade? Hoje, é mais simples do que nunca. Neste guia completo, vamos desmistificar todo o processo e mostrar o passo a passo para que sua música nasça no mundo digital da forma certa.
O ISRC (International Standard Recording Code ou Código de Gravação Padrão Internacional) é um código único de 12 caracteres alfanuméricos que funciona como uma identidade digital para cada gravação de áudio ou vídeo, conhecida como fonograma. Pense nele como o número do chassi de um carro: cada veículo tem o seu, e é através dele que toda a sua história é rastreada.
Sua principal função é identificar de forma inequívoca uma gravação específica. Isso permite que plataformas de streaming, rádios e outros meios monitorem as execuções e repassem os valores devidos (direitos conexos) aos produtores fonográficos, intérpretes e músicos. Sem o ISRC, sua música se torna um fantasma digital, impossível de rastrear e monetizar.
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Essa é uma das maiores fontes de confusão para artistas. Embora ambos protejam sua criação, eles atuam em esferas diferentes. Entender essa distinção é crucial para proteger sua obra por completo. Você já se perguntou se registrar a letra na Biblioteca Nacional era o suficiente?
O Direito Autoral protege a obra intelectual (a composição, com letra e melodia). Já o ISRC protege o fonograma (a gravação daquela obra). Uma mesma música pode ter várias gravações diferentes (versão de estúdio, acústica, ao vivo), e cada uma delas terá um ISRC único.
| Característica | ISRC (Fonograma) | Direitos Autorais (Obra) |
|---|---|---|
| O que protege? | A gravação específica de uma música. | A composição (letra e melodia). |
| Quem emite? | Produtor Fonográfico filiado a uma associação. | Órgãos como a Biblioteca Nacional ou Escola de Música da UFRJ. |
| Exemplo Prático | A versão de ‘Anna Júlia’ gravada pelos Los Hermanos. | A letra e a melodia de ‘Anna Júlia’ criadas por Marcelo Camelo. |
| Finalidade | Rastreamento e pagamento de direitos conexos (execução pública). | Proteção contra plágio e uso não autorizado da composição. |
Agora que a teoria está clara, vamos à prática. Existem basicamente dois caminhos para gerar o ISRC para suas músicas: através de uma distribuidora digital (o mais comum e recomendado) ou se tornando um produtor fonográfico filiado. Vamos explorar ambos.
Para a grande maioria dos artistas independentes, esta é a solução ideal. Plataformas como ONErpm, Tratore, CD Baby, DistroKid, entre outras, cuidam de todo o processo de geração do ISRC para você, muitas vezes de forma gratuita, como parte do serviço de distribuição.
👉 Truque de Estúdio: Ao subir suas músicas para uma distribuidora, haverá um campo para o ISRC. Se você deixar em branco, a própria plataforma irá gerar um código válido para cada uma de suas faixas automaticamente. Simples assim!
Passos:
Este caminho é mais indicado para selos, gravadoras ou artistas que desejam ter controle total sobre o processo e gerenciar um grande catálogo. Envolve se filiar a uma das associações de música que administram o ECAD (UBC, Abramus, Socinpro, etc.) na categoria de Produtor Fonográfico.
Passos:
Mesmo sendo um processo simples, alguns equívocos podem gerar grandes dores de cabeça no futuro. Fique atento para não cometê-los.
Antes de apertar o botão de ‘upload’ ou registrar seu fonograma, certifique-se de que você tem tudo em ordem. Este checklist vai te salvar de problemas futuros.
Se você utilizar uma distribuidora digital, a geração do ISRC é geralmente gratuita, inclusa no serviço de distribuição. Caso opte por se filiar como produtor fonográfico, podem existir taxas de filiação à associação, mas a geração de cada código em si não é cobrada.
Sim, absolutamente. Todas as grandes plataformas de streaming exigem um ISRC para cada faixa. É através desse código que elas identificam e contabilizam os plays para realizar os pagamentos.
Sim. Lembre-se que o ISRC identifica a sua gravação. Ao gravar um cover, você está criando um novo fonograma. Você precisará de um ISRC para a sua gravação e, além disso, precisará garantir que os direitos autorais da composição original sejam devidamente pagos aos autores originais.
Primeiro, as principais plataformas digitais nem permitirão o upload da sua música. Segundo, se de alguma forma ela for executada publicamente (rádios, TV), será impossível rastrear essa execução e, consequentemente, você não receberá os direitos conexos devidos pela sua gravação.
Não. Uma vez que um ISRC é atribuído a um fonograma, ele é permanente e nunca deve ser reutilizado para outra gravação. Ele acompanhará aquela gravação específica para sempre.
Cadastrar suas músicas no ISRC não é apenas um passo burocrático; é um ato de profissionalismo e respeito pela sua própria arte. É a garantia de que sua criação terá uma identidade no vasto universo digital, permitindo que seu trabalho seja reconhecido e que você seja remunerado por ele.
Com as distribuidoras digitais, esse processo se tornou acessível a todos os artistas. Não há mais desculpas para deixar sua música ‘anônima’. Dê a ela o RG que merece e abra as portas para que seu som alcance o mundo e retorne para você em forma de reconhecimento e royalties.
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